“Apesar de o investimento ainda ser incipiente, por conta da nossa idade no Fórum, já há equipas no terreno a fazer a prospeção das oportunidades para poder operar”, disse hoje, em Macau, o diretor de estudos e políticas económicas do Ministério do Planeamento e das Finanças de São Tomé e Príncipe, Ginésio Afonso da Mata, em declarações aos jornalistas.

São Tomé e Príncipe foi o último país a aderir ao Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), em 2017.

“Temos cerca de dois anos desta vivência, então há todo um trabalho de exploração ainda em curso”, acrescentou, no encerramento do colóquio sobre investimento para os países de língua portuguesa do centro de formação do Fórum de Macau, que contou com representantes de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Sobre as áreas que requerem mais investimento, Ginésio da Mata é perentório: infraestruturas.

“São Tomé e Príncipe enfrenta diversos desafios, desde logo a carência de infraestruturas básicas, estradas, portos, aeroportos (…) é isso que o país precisa e aqui encontramos possibilidades de sinergias para ajudar a resolver problemas”, afirmou.

Na hora do investimento, a estabilidade política no país pode ser um fator preponderante, considerou o responsável.

“Temos esta boa fama de ser um país politicamente estável, pacífico, sobretudo, e a hospitalidade dos residentes facilita o investimento”, disse.

O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi criado em outubro de 2003.

A instituição tem sede na Região Administrativa Especial de Macau e é formada por representantes da China, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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