O anúncio foi feito hoje pelo primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, durante a cerimónia de comemoração do Dia do Rei Amador, garantindo que os cinco milhões de dólares do BM entraram no tesouro publico em 31 de dezembro.

“De facto esta verba caiu, cerca de cinco milhões de dólares. Neste momento, estamos na expectativa – eu espero que todo este mês de janeiro — de que possamos receber também uma promessa do ano passado de sete milhões de dólares, aproximadamente, do BAD, de apoio ao orçamento”, disse Jorge Bom Jesus.

O governante explicou que esse valor resulta do acordo assinado no último trimestre de 2019 com o Fundo Monetário Internacional (FMI) ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado, e “a promessa era precisamente de apoio, primeiro do FMI, de 2,8 milhões de dólares, e depois do BM, na ordem de cinco milhões de dólares”.

Mas “o processo só fechou praticamente nas derradeiras horas de dezembro”, por isso só agora os financiamentos “estão a cair”.

O primeiro-ministro considera estes financiamentos “importantes para inverter a realidade macroeconómica atual” do país, propondo aumentar a exportação e diminuir a importação como forma de “criar riqueza porque sem o crescimento económico não há salvação para a nossa autossuficiência e desenvolvimento”.

O chefe do executivo manifestou-se confiante nas expectativas do seu país para 2020.

A esse propósito, referiu inauguração recente da maior indústria de fabrico de óleo de palma construída na zona sul de São Tomé, que “em termos de exportação já é uma realidade”, lembrando também a assinatura de cinco projetos de investimento privados avaliados em mais de 14 milhões de euros.

“São projetos nos mais variados domínios designadamente de turismo, área das confeções, infraestruturas, etc”, disse o primeiro-ministro.

“Eu vejo o ano de 2020 com muita expectativa, com muita confiança, mas eu peço desde já aos são-tomenses muito trabalho, muita entrega, muito espírito de são-tomensidade, para que possamos tirar esse país do lugar em que se encontra”, apelou Jorge Bom Jesus, que pretende “resolver o problema da pobreza e inaugurar este novo ciclo”.

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