São Tomé e Príncipe digitaliza arquivos da Conservatória do Registo Civil

Mais de 360 mil documentos da Conservatória do Registo Civil de São Tomé e Príncipe estão a ser digitalizados e catalogados, através de um programa de apoio à melhoria da qualidade e proximidade dos serviços públicos dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e Timor-Leste, soube a Pana segunda-feira de fonte oficial.

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Co-financiado pela União Europeia (UE) e pela Cooperação Portuguesa, o programa permitirá recuperar os cerca de 360 mil documentos nos próximos 20 meses.

Trata-se de assentos de nascimento e de casamento, entre outros documentos muitos dos quais datam da era colonial, quando a Igreja Católica no arquipélago era responsável pelo registo civil, indica a mesma fonte.

Nos arquivos, com os equipamentos adquiridos para o efeito, uma vasta equipa está a trabalhar na digitalização e catalogação dos arquivos que se encontram em degradação avançada.

Segundo o director do Registo Civil e Notariado, Herlander Medeiros, poderão ser adquiridos mais meios numa plataforma a ser criada para o efeito nos registos de São Tomé.

A recuperação desses documentos, disse, irá facilitar a conexão com vários serviços públicos, nomeadamente, a comissão eleitoral nacional, migração e fronteiras, tribunais e outros sectores conexos.

A digitalização dos serviços e notariado e a recuperação dos seus arquivos enquadram-se na reforma da Justiça de São Tomé e Príncipe.

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