No comunicado enviado à agência Lusa, divulgado após o final da visita de trabalho de dois dias a Angola de Mohamed Sanuzi Barkindo (segunda e terça-feira), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) destaca que o Governo do Presidente João Lourenço está a proceder “às reformas certas no momento certo”.

No documento, o secretariado-geral da OPEP salientou que Barkindo ficou agradado com as “fortes reformas no petróleo e gás”, que abrangem as áreas tributárias e novas políticas de monetização nos dois setores.

“Parabenizamos os esforços heroicos do Governo para reformar o setor. Estas são as reformas certas no momento certo. Nós, da OPEP, aplaudimos essas reformas”, disse Barkindo, citado no comunicado.

Para o secretário-geral da OPEP, as medidas implementadas por João Lourenço e pelo ministro dos Recursos Minerais e Petróleo da Angola, Diamantino Azevedo, são “reformas regulatórias corajosas, destinadas a atrair novos investimentos e a diversificar a economia dependente do petróleo, incluindo a reforma tributária”, acrescentou.

Barkindo elogiou também a criação da nova Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) para administrar as concessões de petróleo e gás, colocando um novo foco no investimento posterior.

Por outro lado, prosseguiu, é também de elogiar a criação de um novo instituto para a regulação de derivados de petróleo e gás e a implementação de novas políticas para incentivar a utilização e monetização de gás.

A visita de Barkindo a Angola foi a primeira na qualidade de secretário-geral da OPEP e ocorreu após o Governo angolano ter aderido ao Fórum de Países Exportadores de Gás.

“[Angola] tem vindo de forma agressiva à procura de novos investimentos para a sua indústria madura de petróleo e gás”, escreve-se no documento da OPEP, que lembra que a produção atual de petróleo na Angola é de 1,49 milhões de barris por dia.

Barkindo destacou também o papel de Angola como um dos 25 países que agora participam da Declaração de Cooperação “entre membros da OPEP e não-membros da OPEP” para reduzir a produção de petróleo e manter a estabilidade dos preços.

“A estabilidade é boa, tanto para produtores, quanto para consumidores”, lê-se.

“As perspetivas de investimento da Angola melhoraram com o preço do petróleo em 2018, com novos projetos. (…) O Governo também está a executar uma nova estratégia para garantir a autossuficiência do suprimento de petróleo, investindo em novas [Lobito e Cabinda] e existentes [Luanda] refinarias de petróleo”, sublinhou Barkindo.

No comunicado da OPEP, Diamantino Azevedo é citado para lembrar que, apesar dos esforços do Governo angolano em diversificar a economia, o petróleo ainda desempenha uma função importante no crescimento.

“Como tal, a estabilidade é muito importante para a nossa indústria”, disse Diamantino Azevedo, cujo ministério que tutela, aproveitando a presença de Barkindo, organizou uma palestra sobre o papel global da OPEP.

“A história concluirá que a adesão de Angola à família OPEP foi uma precursora para os membros da nossa organização, aumentando e fortalecendo a voz africana nas nossas estruturas de tomada de decisão e nesta nova era de cooperação entre os países produtores de petróleo”, concluiu Barkindo.

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