Antiga colónia francesa, o Senegal obteve a sua independência em abril de 1960, sob a liderança de Léopold Sédar Senghor, que abandonou o poder em dezembro de 1980, dando lugar ao seu primeiro-ministro, Abdou Diouf, que viria a ser eleito para três mandatos (1983, 1988 e 1993).

As eleições presidenciais de 2000 marcaram a primeira alternância ideológica, pois após 40 anos de governos socialistas, Abdou Diouf perdei na segunda volta frente a Abdoulaye Wade, do Partido Democrático Senegalês (PDS).

Wade foi reeleito para um segundo mandato em 2007 e, após muita contestação e uma campanha eleitoral marcada pela violência, foi batido pelo seu antigo primeiro-ministro, Macky Sall.

Já em 2019, dois dos principais rivais de Macky Sall, Karim Wade – filho de Abdoulaye Wade – e Khalifa Sall, dissidente do Partido Socialista e ex-presidente de Dacar, viram as suas candidaturas às presidenciais serem rejeitadas por condenações judiciais.

Macky Sall parte assim como favorito para as eleições de domingo, em que vai defrontar o antigo primeiro-ministro Idrissa Seck; o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Madické Niang, o deputado “antissistema” Ousmane Sonko e um candidato com ligações a um movimento religioso, Issa Sall.

No total, são mais de 6,6 milhões de eleitores registados entre a população que apresenta uma média de idades de 19 anos, um ano acima do limite mínimo legal.

Situado junto ao oceano Atlântico, o Senegal partilha fronteira com a Mauritânia, Mali, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau e Gâmbia.

De acordo com os dados do Banco Mundial (BM), datados de 2017, o Senegal tem uma população de 15,8 milhões de habitantes, p dos quais 90% têm crenças islâmicas, e prima pela sua tolerância religiosa.

A agricultura é a principal atividade do país, que produz elevadas quantidades de amendoim, arroz, milho-miúdo, milho zaburro e algodão.

A economia apoia-se ainda na exportação de ouro, ácido fosfórico e produtos petrolíferos.

A escassez de peixe nas suas águas territoriais colocou os pescadores senegaleses mais dependentes dos países vizinhos, como a Mauritânia e a Guiné-Bissau, tendo assinado acordos com estes para enfrentar esta problemática.

Segundo o Banco Mundial, a economia do Senegal tem vindo a apresentar um crescimento regular nos últimos anos, tendo, em 2017, registado um aumento de 7,2%, ficando acima dos 6% pelo terceiro ano consecutivo.

Este crescimento foi, de acordo com o BM, potenciado por um plano de desenvolvimento que “impulsionou o investimento público e a atividade do setor privado”.

Durante o seu mandato, Macky Sall focou-se na construção de infraestruturas como um novo aeroporto internacional, a construção de estradas e de uma ligação ferroviária entre Dacar e a nova cidade de Diamniadio.

Ainda assim, as deficiências em serviços primários, como a saúde e a educação, levaram à existência de várias greves e manifestações.

De acordo com a Agência Nacional de Estatística e Demografia, no final de 2017, a taxa de desemprego cifrava-se em 15,7%.

Quanto à taxa de pobreza, os últimos dados apresentados pelo BM, em 2011, colocam-na nos 47%, o que, para a instituição, representa “um recuo face aos anos anteriores”.

As remessas efetuadas pela diáspora senegalesa representam 10% do produto interno bruto (PIB) do país.

No Senegal existem 48.000 estudantes da língua portuguesa e 400 professores, espalhados entre liceus, colégios e as universidades do país.

Publicidade