Sessenta empresas participam na Alimentícia Angola 2019

Trata-se de uma feira comercial e industrial que se realiza de 8-11 de Maio na Zona Económica Especial, promovida pelo Ministério da Indústria.

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De acordo com o porta-voz da organização, Cláudio Moreira, a feira visa essencialmente gerar uma forte interacção entre os operadores da indústria alimentar e de bebidas, bem como de distribuição e logística de Angola.

“Queremos que a cadeia entre a produção e a distribuição seja mais funcional, mais vigorosa, daí a junção destes operadores da indústria alimentar, bebidas, distribuição e logística, de modo a que se possa dar a conhecer aquilo que efectivamente o país produz e pode oferecer aos consumidores nestes segmentos, gerando-se, assim, um factor agregador para a indústria nacional e, por conseguinte, amplamente favorável ao consumidor final”, disse Cláudio Moreira, também director de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Indústria.

Segundo a fonte, a Alimentícia 2019 “vai permitir gerar forte interacção entre os principais operadores, fazer com que troquem ideias, conheçam os produtos e os produtores”, visando encontrar caminhos edificantes à construção de uma indústria alimentar forte, bem como observar aquilo que de melhor Angola já produz no que diz respeito, por exemplo, à indústria de bebidas, onde o país já é auto-suficiente.

No domínio de bebidas, o país conta com cerca de 90 unidades, sendo, 44 de água de mesa, 12 de sumos, 13 de refrigerantes, 12 cervejeiras e o restante para outras.

O ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, falando à margem da “Feira Alimentícia 2019”, sublinhou que todos os esforços empreendidos pelo Executivo voltados à diversificação da economia são feitos para poupar divisas e aumentar a produção nacional.

Marcos Nhunga disse que o sector tem estado a trabalhar em quatro produtos essenciais, nomeadamente o milho, feijão, arroz e soja. Explicou que juntando esses produtos pode-se produzir ração para a avicultura e suinicultura, por estar entre as fontes principais de proteínas para a população.

Reiterou que o país quer ser auto-suficiente na área de raízes tubérculos, principalmente na produção da mandioca, bem como o facto de não ter necessidade de importar ovos.

Referiu ainda que os custos de produção e a situação das estradas constam das grandes lutas.“Quando a agricultura tem uma estrutura de custo muito alta não se consegue ser competitiva, por isso estamos a trabalhar na produção nacional de sementes, do problema do crédito, e para termos unidades de montagem de tractores e das estradas para facilitar a circulação”.

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