A sétima edição do Festival Internacional Grito Rock Praia, previsto para 20 a 27 de Março, que homenageia Kaká Barbosa, traz como novidade o “Grito Cordas” um show de guitarra acústico.

A informação foi avançada hoje à imprensa, pela produtora ARTiKUL CJ, em conferência de imprensa para apresentar a programação deste evento, orçado em três mil contos e que este ano se aliou à causa ambiental do Movimento Civil 350 CV.

À semelhança dos anos anteriores, segundo Ricardo Teixeira, um dos membros da organização, vão ter um programa recheado de tertúlias, encontros, Djam Session, intercâmbios culturais com as bandas e ainda muita música.

Falando da programação, César Freitas, também da organização, avançou que vão iniciar no dia 20, com o “Grito Cordas”, um evento novo, cujo ponto alto é a guitarra acústica.

“Tencionamos mostrar as habilidades dos guitarristas cabo-verdianos. Muitos deles são trovadores, posso assim dizer, cantam, mas dificilmente aparecem só com instrumentos. Então, dessa vez vamos mostrar as habilidades dos nossos guitarristas no Centro Cultural Português”, disse, elencando a participação dos artistas Tó Tavares, Quim Bettencourt, Zé Rui de Pina, Manel di Caninho, Kaká Barbosa, Djick Oliveira e a participação especial de uma criança da Escola Pentagrama, Alicia Maria.

Já no dia 21, a Escola SOS de Fazenda, recebe o festival infantil o “Mini Grito” com actuação de bandas e artistas infantis, nomeadamente da Escola Pentagrama, Escola Gota D’Arte, Escola Mira Flores, Alicia Maria, Ivanilson Lima, Palhaço Pacoças e banda.

No dia, 22, o Palácio da Cultura Ildo Lobo, acolhe o “Grito Encontro” um evento de boas vindas aos artistas que vão participar do festival.

O ponto alto da programação é no dia 23, em que acontece o Festival Internacional de música, em homenagem a Kaká Barbosa, pelo percurso e investigação feito na área da música cabo-verdiana.

Nesta noite sobem ao palco, o grupo de reggae Ws Family, Rockdilhas (banda formado por elementos do Bulimundo), Primitive, Blackside e ainda é aguardada a participação de duas bandas estrangeiras, Lazywall de Marrocos e Galiot Band de Espanha.

No domingo, 24, está prevista uma conversa aberta sobre intercâmbio cultural alternativo e uma visita ao Centro Histórico e monumentos na Cidade Velha.

No dia seguinte, 25, os artistas deslocam-se ao concelho do Tarrafal (interior da ilha de Santiago) para participarem do “Grito Jam”, isto é, um intercâmbio com os músicos deste município e ainda realizam uma visita guiada ao espaço cultural “Nos kausa”.

Para fechar a programação, a convite do Palácio da Cultura Ildo Lobo, no dia 26, participam numa tertúlia sobre “Movimentos Grito Rock e a produção de música alternativa em Cabo Verde”.

Para César Freitas, este festival, que já vai na sua sétima edição, é um evento alternativo e temático que retrata a música alternativa em África, mais precisamente em Cabo Verde.

“A nossa situação geográfica permite a chegada de vários grupos tanto da Europa, África, e América, e temos boas condições para, no próximo ano, chegar a América do Norte e outros países que sempre querem se envolver no evento”, enalteceu.

Este ano, avançou, como ambientalistas e membros do Movimento 350 CV, resolveram associar a causa ambiental ao festival, uma forma de passar mensagens de consciencialização e de mudança ambiental e educação ambiental.

Segundo Elisa Alves, membro deste movimento, sob o lema “Nha Lixo é Di Meu”, durante todo o festival vão chamar a atenção da população sobre a problemática do lixo e da poluição marítima, com mensagens e vídeos, pois a ideia é responsabiliza-los pelos seus lixos.

Presente na conferência de imprensa, o director geral das Artes e Indústrias Criativas, Adilson Dias, avançou que o Ministério da Cultura é parceiro deste evento, uma vez que a produtora concorreu ao “edital de projectos” e conseguiram um financiamento.

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