O sambista brasileiro Zeca Pagodinho maravilhou na noite desta sexta-feira o público que em grande número ocorreu à Praça Luís de Camões com um “show” contagiante em mais uma noite da 11ª edição do “ Eventos culturais, Kriol Jazz Festival”.

No seu primeiro espectáculo em Cabo Verde, este que é referenciado como um dos maiores vultos do samba, proporcionou ao público da capital um espectáculo hilariante, suportado pela banda “Muleke”, no qual foi bem notória a interacção com o público que, ansiosamente, cantou e dançou neste emblemático recinto histórico da cidade.

Com o seu estilo peculiar de estar no palco, sempre acompanhado de taças de vinho, atitude que, entretanto, não vai ao encontro da campanha contra o álcool que se quer implementar no país, Zeca Pagodinho, com a sua voz marcante, fez jus à fama que ostenta como o sambista mais popular do Brasil, neste primeiro de dois dias de espectáculo pagante, ao preço de 2000$00 diários.

Durante mais de uma hora e meia, Pagodinho fez muita “pagode” e levou a plateia ao rubro com actuações, deveras, de grande nível, baseadas numa mescla de melodias que continua a reinar na sua longa carreira, com um repertório do seu álbum promocional “Suor no rosto”.

Presença marcante neste certame, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, realçou a “qualidade do espectáculo” e a enchente do público na Praça Luís de Camões, tendo ressalvado que a Cidade da Praia está de parabéns.

Aliás, o PR sublinhou que o Kriol Jaz Festival Praia já se afigura como uma marca da Cidade da Praia e de Cabo Verde.

O Chefe de Estado destacou o “intercâmbio de músicos e de artistas de géneros variados” já que, a seu ver, de ano para ano, têm estado a aprimorar-se, razão pela qual enalteceu a organização e a Câmara Municipal da Praia pela aposta.

O músico e compositor Zeca Pagodinho deixou o palco sob fortes aplausos de um público que sempre queria “mais e mais”, tendo cedido o cenário ao guitarrista e compositor cabo-verdiano Tito Paris.

Considerado um dos maiores marcos da cultura cabo-verdiana, Tito Paris dedilhou os ritmos marcantes da música tradicional cabo-verdiana, para cativar a “galera” neste festival que homenageia os músicos e compositores Pedro Rodrigues e Daniel Rendall .

De seguida, o cenário foi montado para uma perfeita simbiosidade da cultura lusófona que, através do projecto D’Alma Lusa, géneros musicais diferentes partilharam o mesmo palco, assinalados por actuações de artistas dos países integrante da comunidade.

Com Mirri Lobo, na qualidade de artista anfitrião, D’Alma Lusa fez ainda passar pelo palco do “Kriol Jaz Festival Praia” referências como Anabela Aya, em representação de Angola, Karina Gomes, da Guiné Bissau, Roberta Campos, do Brasil, o cantor moçambicano Otis, e da fadista Cuca Roseta, que voltou a maravilhar o público com o fado, género tradicional português.

Coube ao agrupamento cubano “El Comité”,. com as suas generosidades, às honras de fechar o certame que, com o ritmo badalado latino, não deixou os seus créditos por mãos alheias, tanto foi o acasalamento com o público, sobretudo, com os antigos estudantes cubanos.

Constituído por renomados artistas como Harold Lopes, Rolando Luna, Rodney Barreto, Carlos Sarduy, Gaston Joya, Yarold Abreu e Irvin Acao, “El Comité” conseguiu impor toda a sua energia ilimitada num concerto ritmado e muito badalado.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here