O Sindicato de Hotelaria e Turismo São-tomense acusou, hoje, em São Tomé, a direcção da empresa turística “HBD” do multimilionário Mark Shuttleworth de destorcer os números de trabalhadores que desempregou nos últimos dias na Região Autónoma do Príncipe, RAP.

Com efeito, Chris Taxis, Director-geral da cadeia dos hotéis do tal sul-africano na RAP, anunciou na semana passada que tratava-se de 194 pessoas despedidas.

Amarildo Ramos, Secretário-geral do Sindicato de Hotelaria e Turismo denunciou hoje, na cidade de São Tomé, que contrariamente aos números avançados pela empresa “HBD” à Imprensa, trata-se de 278 trabalhadores desempregados.

Taxis que falava a Imprensa local, explicou que o despedimento destes trabalhadores prende-se com a crise sanitária causada por Covid-19 que afectou, nomeadamente, a procura de turistas pelos hotéis Bom-bom e Sundy, na Ilha do Príncipe.

Segundo ainda Chris Taxis, ao todo são 600 trabalhadores da cadeia dos hotéis do grupo sul-africano no Príncipe com problemas de emprego, dos quais 200 foram integrados no quadro de ley-off, 51 em regime part time e 194 foram despedidos.   

Assim, apelou a inspecção de trabalho para através do artigo 331 do código de Trabalho anular os tais despedimentos, uma vez que não está em causa a justa causa.

“Apelamos os responsáveis do Ministério de Trabalho para assumirem suas responsabilidades na qualidade de entidade reguladora, pois, não está em causa a justa causa”, afirmou Ramos que alertou para eventuais arbitrariedades do patronato.

A perplexidade, igualmente, do Sindicato é o facto destes despedimentos serem feitos pela entidade empregadora numa fase em que São Tomé e Príncipe vive em Estado de Emergência devido os efeitos nocivos de Covid-19.

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