O número de vítimas na sequência da rutura de uma barragem em Minas Gerais, no Brasil, subiu de 11 para 34 mortos segundo a última atualização dos dados. Para os números contribuiu um autocarro que foi encontrado e onde não estava nenhum sobrevivente. O número de desaparecidos está a ainda próximo das três centenas (eram 299 antes da última atualização do número de mortos), o que significa que o número de vítimas mortais pode ainda aumentar. Esta noite ainda foi avançado o número 40, como um novo número de vítimas, mas o Governo veio corrigir e repor o balanço de 34 vítimas mortais, como noticiou o Estadão.

Durante a manhã deste sábado, a empresa mineira Vale, detentora da barragem que rompeu em Brumadinho, divulgou uma lista com 412 nomes de funcionários que estão desaparecidos desde o momento em que a estrutura cedeu.

A companhia lamentou o sucedido e declarou que “a prioridade máxima da empresa, neste momento, é apoiar nos resgates para ajudar a preservar e proteger a vida de empregados e das comunidades locais”.

A rutura da barragem em Brumadinho, Minas Gerais, causou nesta quinta-feira um rio de lama e de resíduos minerais, soterrando as instalações da empresa e destruindo diversas casas na zona.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, já considerou ser muito difícil resgatar pessoas com vida dos escombros.

“A polícia, o corpo de bombeiros e os militares fizeram tudo para salvar os possíveis sobreviventes, mas sabemos que as hipóteses são mínimas e provavelmente apenas encontraremos os corpos”, disse o governador, que se deslocou para o local.

Há quase três anos, uma das barragens da empresa Samarco, controlada pelos acionistas Vale e BHP, rebentou na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais, originando uma torrente de lama que destruiu fauna, flora e construções ao longo de 650 quilómetros.

Este desastre causou 19 mortos, além de ter deixado desalojadas milhares de famílias.

Publicidade