Não é o nome indicado pelos líderes europeus no final de um Conselho extraordinário que distribuiu os cargos de topo da União Europeia valorizando o eixo franco-alemão, porque, assinalou o ex-presidente António Tajani, o Parlamento Europeu é “livre e autónomo” e não funciona com base em decisões externas. A verdade é que a votação num socialista reflete a decisão externa, mudando-lhe apenas o nome.

Sassoli foi eleito com 345 votos, mais 11 do que os necessários para a maioria absoluta.

Tajani saudou aquela que seria uma “escolha livre, independente de qualquer indicação externa”, e seria secundado por vários dos candidatos, nos discursos de apresentação, com a alemã Ska Keller (Verdes) a ser a mais contundente. “Não podemos aceitar que a presidência desta casa seja moeda de negociação” nos corredores do Conselho Europeu, disse, insistindo na importância da autonomia das instituições e do mandato que saiu das urnas em maio, nas eleições mais participadas de sempre, com 51% de afluência.

O agora eleito David-Maria Sassoli também insistiu na necessidade de o PE “afirmar o caráter central” que tem, “a sua autonomia, os valores da democracia que representa”.

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