Em despachos hoje anunciados, Aristides Gomes nomeou uma série de individualidades para membros do seu gabinete, enquanto conselheiros e assessores do primeiro-ministro.

Para o Movimento, organização essencialmente integrada por jovens, a medida “tem caráter nepotista, clientelista e antiético”, por ser “inadmissível e atentatória aos valores da boa governação”.

A organização, que se assume como defensora da democracia e boa governação na Guiné-Bissau, aponta as nomeações feitas por Aristides Gomes como estando a aumentar os encargos às Finanças Públicas, lembrando que o Governo constitucional já conta com 31 membros.

O Movimento, liderado pelo jovem jurista Sana Canté, exige ao primeiro-ministro a revogação imediata do despacho da nomeação dos 20 membros do seu gabinete “em nome da necessária mudança no modo ético de governar para o bem do povo” guineense.

A Lusa tentou obter uma reação sobre as denúncias do Movimento junto do gabinete de Aristides Gomes, mas não teve sucesso.

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