De acordo com um comunicado divulgado pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC), Jackson Chang ficou na quinta-feira sujeito às “medidas de coação de suspensão do desempenho de funções públicas e de proibição de saída de Macau”.

Jackson Chang está a ser investigado por “crimes funcionais” na apreciação e autorização dos pedidos de imigração por investimento, referiu o comunicado do CCAC, que em julho já havia criticado a “falta de rigor” do IPIM na gestão destes pedidos.

Além do presidente, também são arguidos, no mesmo processo, um vogal executivo da instituição e um antigo diretor adjunto do Gabinete Jurídico e de Fixação de Residência do IPIM, a quem foram aplicadas as mesmas medidas de coação.

Num outro comunicado, divulgado posteriormente, o Governo de Macau garantiu que vai manter “uma política de tolerância zero contra quaisquer atos de corrupção praticados por trabalhadores da Função Pública”.

Em julho, um relatório do CCAC dava conta de irregularidades na apreciação e autorização, por parte do IPIM, dos pedidos de “imigração por investimentos em imóveis”, “imigração por investimentos relevantes” e “imigração por fixação de residência dos técnicos especializados”.

O comissariado apontava, por exemplo, casos em que os requerentes, “não se encontrando em Macau por muitos anos, conseguiram demonstrar (…) auferir salários significativos de sociedades sem sucesso”, o que leva a crer que tenham “adquirido fraudulentamente” estas autorizações.

Na altura, o IPIM aceitou as críticas e afirmou que ia “implementar medidas concretas (…) para aperfeiçoar o regime de autorização dos pedidos de fixação de residência temporária”.

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