A governante falava aos jornalistas à margem do Conselho Alargado para a preparação do próximo ano letivo, que decorre até quarta-feira, na Praia, ilha de Santiago, e no qual será feita a avaliação das medidas introduzidas para a melhoria da qualidade de ensino, como as provas de aferição no 2.º e 6.º anos de escolaridade.

Com a criação da Unidade de Avaliação do Sistema Educativo, o objetivo é que a “médio prazo” Cabo Verde possa “aplicar as provas internacionais” de avaliação, explicou Maritza Rosabal.

“Este é um momento muito relevante para o sistema porque seria Cabo Verde poder aparecer no sistema de avaliação internacional”, adiantou a ministra da Educação, Família e Inclusão Social.

“No caso deste ano e do próximo ano ainda são momentos de controlo de como isto se processa. E como essa avaliação se realiza no meio dos ciclos, vai permitir-nos comparar a nossa qualidade com a qualidade internacional”, acrescentou.

Estimando uma taxa de aproveitamento superior a 90% no último ano letivo, a governante enfatizou que o encontro hoje iniciado vai permitir também a análise dos resultados das provas nacionais de avaliação, que foram aplicadas aos alunos do 4.º e 8.º anos, para testar a qualidade e controlar a qualidade do ensino, eliminando as assimetrias regionais na execução do programa escolar.

Este encontro de três dias, que reúne dirigentes dos serviços centrais e desconcentrados do Ministério da Educação, servirá ainda para abordar a implementação das medidas socioeducativas de inclusão social e para travar o abandono escolar.

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