A posição saiu de uma reunião dos jornalistas e operadores técnicos da TGB e cuja conclusão foi no sentido de informar a direção sobre o “cansaço com a censura”, indicou Domingos Gomes.

“Ou acaba a censura já ou não cobrimos nenhuma notícia relacionada com a política, nomeadamente com a campanha eleitoral”, declarou o presidente do sindicato de base dos trabalhadores da TGB.

Segundo Domingos Gomes, a única televisão da Guiné-Bissau “está a perder audiência a pique devido à censura já que só as notícias de um lado aparecem”.

O sindicalista afirmou que os jornalistas estão cansados com a censura “que nunca se sabe ao certo de quem vem”.

“Como não sabemos quem manda censurar as notícias, os trabalhadores decidiram, de ora em diante, não tratar nenhuma notícia sobre política interna”, observou Domingos Gomes.

Se até ao início da campanha eleitoral para as legislativas de 10 de março, a 16 de fevereiro, não houver uma ordem no sentido de acabar com a censura, simplesmente a TGB não irá cobrir nenhuma atividade da campanha, precisou Gomes.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas eleições legislativas, mas arredado do poder na sequência de divergências com o Presidente guineense, acusou a TGB, em diversas ocasiões, de não cobrir as suas atividades.

Outras formações políticas que se situam no mesmo campo político do PAIGC proferiram as mesmas acusações.

O presidente do sindicato de base dos trabalhadores da TGB anunciou para terça-feira um encontro com o ministro da Comunicação Social, Victor Pereira, a quem será manifestado pessoalmente a posição assumida na reunião.

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