A bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na nova Assembleia da República (AR) encara a pacificação efetiva do país e a defesa dos direitos e liberdades dos moçambicanos como prioridades para o novo mandato.

“Que [a Assembleia da República] seja um centro de debate de ideias, de debate de políticas, para que o país possa resgatar a paz efetiva, porque os moçambicanos, como todos sabemos, almejam paz”, disse à Lusa o chefe da bancada do MDM, Lutero Simango, na primeira entrevista após a tomada de posse do parlamento.

Simango adiantou que a bancada do seu partido vai defender o diálogo para acabar com a violência armada, principalmente, no Centro do país, porque no Norte não são conhecidos os autores nem as motivações dos grupos armados que atuam na região – faltam, por isso, interlocutores.

Por outro lado, o partido vai defender no parlamento propostas concretas viradas para a inclusão económica, política e social, visando terminar com as várias crises que o país enfrenta.

“O MDM sempre defendeu que tem de haver inclusão política, económica e social em Moçambique, essa foi sempre a nossa bandeira”, referiu.

Nesse sentido, defendeu a aprovação de incentivos fiscais para as pequenas e médias empresas e de créditos bonificados à habitação para os jovens.

Questionado sobre a relevância da sua bancada na política nacional, após ficar reduzida a seis assentos – dos 17 que tinha na última legislatura -, Lutero Simango relativizou o facto, realçando a qualidade em detrimento da quantidade.

“Vejo a nossa bancada parlamentar com capacidade de provocar um debate político nacional, capaz de produzir ideias e de, de facto, representar os interesses do povo moçambicano”, frisou.

Sobre a maioria qualificada de 184 assentos que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) controla na nova AR – dos 250 deputados do órgão – Lutero Simango relativizou essa circunstância, realçando a importância da qualidade em detrimento da quantidade.

“Jamais aceitaremos que as nossas liberdades que foram conquistadas com muito sacrifício sejam retiradas”, destacou.

Além do MDM, com seis deputados, e da Frelimo, com 184, a Resistência Nacional Moçambique (Renamo) está na AR, com 60 deputados.

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