O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta sexta-feira querer um “acordo comercial total” com a China, rejeitando acordos parciais, mas acredita que esse entendimento apenas acontecerá depois das eleições presidenciais de 2020.

Trump disse que o seu relacionamento com o Presidente chinês, Xi Jinping, é muito bom, mas reconheceu que não tem sido fácil conseguir uma solução para a “guerra comercial” que separa os dois países há um ano e meio.

Apesar de se referir a este conflito comercial como “uma pequena disputa”, o Presidente norte-americano reconheceu que só deverá haver uma saída para este problema já depois das eleições presidenciais de novembro de 2020, afirmando que não aceitará acordos parciais, mas também admitindo que seria bom para a sua campanha de reeleição que EUA e China chegassem a um entendimento antes dessas eleições.

“Estamos à procura de um acordo completo. Não queremos um acordo parcial”, explicou Donald Trump, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, em que referiu os avanços nas negociações com a China, mas alertou para a necessidade de entendimentos mais aprofundados.

Donald Trump voltou a dizer que as tarifas retaliatórias estão a causar danos fortes à China, referindo-se à desaceleração económica desse país, aceitando apenas que os EUA estão a ser “ligeiramente prejudicados” com o conflito comercial.

Para justificar a posição de força dos EUA, Trump disse que a China já voltou a comprar produtos agrícolas norte-americanos, mostrando a sua fragilidade perante a estratégia de escalada de tarifas.

As equipas de negociação dos dois países regressam à mesa das negociações na próxima semana, em Washington, para preparar uma cimeira entre Trump e Xi Jinping que ficou programada para o final deste ano.

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