Com a criação da Cátedra Agostinho Neto, na Faculdade de Letras do Porto, a literatura angolana passará a ser melhor abordada e compreendida pelos estudantes daquele estabelecimento de ensino superior, muitos deles africanos oriundos dos países de expressão portuguesa.

Assinaram o protocolo a presidente da Fundação Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto, e a diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Fernanda Ribeiro.

A assinatura do protocolo insere-se no âmbito da programação da semana do Herói Nacional que reuniu na cidade do Porto, durante dois dias, intelectuais e homens de letras de diferentes países lusófonos, num colóquio denominado “Agostinho Neto e os Prémios Camões Africano”.

Organizado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a colaboração da Fundação Agostinho Neto, o colóquio levou ao norte de Portugal intelectuais angolanos como Luís Kandjimbo, José Luís Mendonça, António Quino, David Kapelenguela e Conceição Cristóvão.

Durante dois dias, além da obra poética de Agostinho Neto, foram igualmente abordadas as trajetórias literárias de Luandino Vieira, Pepetela, Mia Couto e José Craverinha, escritores de língua portuguesa distinguidos em anos diferentes com a atribuição do Prémio Camões.

No último dia de debates, foram apresentadas as obras literárias “”Alumbu”, de Luís Kandjimbo e “Farrapos de Memória ”, um livro póstumo da autoria de Antero Abreu.

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