“Este financiamento parte de um esforço amplo dos parceiros de Moçambique de contribuir para um futuro de paz e reconciliação, sem retorno das hostilidades entre o Governo e a Renamo [Resistência Nacional Moçambicana]”, anunciou a delegação da UE em Maputo, em comunicado.

O acordo, assinado entre a UE e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), surge na sequência dos 60 milhões de euros anunciados pela então Alta-Representante Federica Mogherini, em agosto de 2019, durante a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, e pelo líder da Renamo, Ossufo Momade.

O projeto vai “apoiar diretamente o processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR), assegurando que antigos combatentes recebem assistência necessária na transição para a sua reintegração na comunidade”.

“Para a União Europeia, a assinatura deste acordo com a UNOPS representa mais um passo nos esforços visando um ambiente de estabilidade, reconciliação e paz, com importantes benefícios económicos, políticos e sociais para Moçambique e também os países vizinhos e a região como um todo”, acrescenta.

O secretariado para o Apoio ao Processo de Paz, entidade autónoma estabelecida para apoiar o processo, fará a gestão do projeto em coordenação com a UNOPS num prazo de implementação de 18 meses, acrescenta o comunicado, sem mais detalhes.

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