Em comunicado hoje divulgado, a UE condenou “qualquer tentativa de alteração de poder, fora do quadro constitucional e democrático” e disse esperar que “as investigações em curso possibilitem esclarecer cabalmente o sucedido, no respeito pelo estado de direito, de modo a permitir que as eleições legislativas, regional e locais de 07 de outubro próximo ocorram num clima de seriedade”.

No início de agosto, o governo são-tomense disse ter impedido uma “ação terrorista” que visava o sequestro do Presidente da República, do presidente da Assembleia Nacional e a eliminação física do primeiro-ministro e chefe do Governo.

“Nesta operação foram detidos por enquanto três indivíduos de nacionalidade espanhola e dois cidadãos nacionais”, indica o Governo, num comunicado do Conselho de Ministros.

Em Junho, o governo também tinha anunciado a detenção do deputado do MLSTP-PSD Gaudêncio Costa, ex-ministro da Agricultura, e Ajax Managem, um sargento da Forças Armadas, por “tentativa de subversão da ordem constitucional”.

Hoje, em comunicado, a UE “apela a todos os atores políticos são-tomenses para que encarem o período eleitoral com espírito de tolerância e abertura no qual as divergências sejam expressas em liberdade por meios democráticos e dentro dos limites estabelecidos pelo quadro legal e institucional”.

A instituição sublinha que “foi com preocupação que a União Europeia teve conhecimento do comunicado do Conselho de Ministros de São Tomé e Príncipe de 07 de agosto de 2018 dando conta de uma tentativa de desestabilização das instituições democráticas do país a 03 de agosto de 2018”.

O comunicado foi divulgado pela embaixada de Portugal em São Tomé “na qualidade de representante local da União Europeia e em coordenação com a delegação desta instituição acreditada no Gabão, Guiné Equatorial, em São Tomé e Príncipe e na Comunidade Económica dos Estados da Africa Central (CEEAC).

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