A Comissão Provincial de Proteção Civil de Luanda anunciou hoje que as inundações que assolaram a capital angolana no sábado fizeram uma vítima mortal, uma criança de 7 anos arrastada pela corrente de água em Viana.

“Relativamente ao balanço anterior, os dados apontam para uma vítima mortal, trata-se de uma criança de 7 anos arrastada pela corrente de água em Viana, sendo que 208 residências foram inundadas e 250 famílias estão desalojadas”, lê-se no comunicado divulgado depois da reunião da Proteção Civil com o governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova Joaquim.

Na reunião, o governador disse que “não é difícil perceber que a mitigação dos efeitos da chuva de ontem [sábado] deveu-se ao trabalho de antecipação, limpeza, reperfilamento, desassoreamento das valas, bem como a proibição de construções em zonas de risco e nas linhas das águas”.

Segundo Sérgio Joaquim, “enquanto não se atacar de forma abrangente o problema da macro drenagem em Luanda, de forma concertada, os arranjos para se evitar o pior devem continuar a ser soluções”, lê-se no texto.

“O Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET) prevê chuvas intensas para Luanda na próxima semana, por esta razão, o Governo Provincial apela a população que reside em zonas de risco a prevenir-se; de igual modo, o lixo não deve ser depositado nas valas e obstruir os canais existentes”, acrescenta-se no comunicado.

No sábado, o porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, Faustino Minguês, tinha dito que as zonas mais afetadas foram os municípios de Viana, Cacuaco, Talatona e Belas.

Foram registadas inundações em 148 residências, bem como em ruas, nalguns casos devido ao transbordo das bacias de retenção das águas.

Da ação dos bombeiros, Faustino Minguês realçou o desabamento de uma residência e o resgate de seis membros de uma família no interior de uma casa, no distrito urbano de Benfica.

O porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros referiu que estes são dados provisórios, contudo, é possível já assinalar uma melhoria do quadro comparativamente a outras épocas chuvosas.

“Temos vindo a verificar uma redução do que são os impactos negativos pelas chuvas. Se formos fazer a comparação dos dados relativamente nos últimos três anos, vamos de facto verificar que há uma redução em termos de residências inundadas e também no registo de vítimas mortais”, disse Faustino Minguês.

De acordo com o responsável, essa melhoria deve-se aos trabalhos realizados pelas comissões municipais no que diz respeito ao desassoreamento das manilhas e das linhas de passagem para permitir o escoamento das águas.

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