O candidato às presidenciais da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló, acusado pelo primeiro-ministro guineense de estar envolvido numa tentativa de golpe de Estado, disse à Lusa que é tudo “mentira e calúnia”.

“É calúnia, é mentira. Não estou no ativo”, disse Umaro Sissoco Embaló, que é general e candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, líder da oposição) para as presidenciais na Guiné-Bissau, marcadas para 24 de novembro.

Nas declarações à Lusa por telefone, Umaro Sissoco Embaló, antigo primeiro-ministro guineense, afirmou que não sabe quem é a pessoa que está a falar na gravação divulgada e que a denúncia é “uma forma de fazer perder a notícia sobre a droga”.

“Mas temos de ir até ao fim” na questão do tráfico de droga, salientou.

No início de setembro, a Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu quase duas toneladas de cocaína. A oposição política do país tem acusado o Governo de alegado envolvimento no tráfico de droga.

Umaro Sissoco Embaló, que não se encontra na Guiné-Bissau há cerca de um mês, salientou também que os golpes de Estado se fazem a presidentes.

“Eu e o José Mário Vaz (Presidente da Guiné-Bissau), Carlos Gomes Júnior e Nuno Nabian estamos juntos”, disse.

O Presidente guineense, Carlos Gomes Júnior e Nuno Nabian são também candidatos às eleições presidenciais.

“Eu não estou preocupado, sou uma pessoa de paz e sei que posso ser vencedor”, afirmou, sublinhando que conhece “a máquina” do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder).

“O PAIGC é um partido de intriga e de complô. Eu sou contra a violência”, acrescentou.

Aristides Gomes denunciou na segunda-feira à noite, numa publicação na sua página do Facebook, uma tentativa de golpe de Estado para tentar impedir a realização de eleições presidenciais.

Na publicação, o primeiro-ministro revela também que o autor daqueles atos “está devidamente identificado de forma inequívoca e chama-se Umaro Sissoco Embaló”.

Publicidade