Em Moçambique “existem apenas quatro organizações” que falam sobre o albinismo, mas o desejo da Unesco é que haja “pelo menos uma organização” em cada província, disse à Lusa o representante da Unesco em Moçambique, Paul Gomis.

Aquele responsável falava à margem de uma conferência e sessão de capacitação sobre albinismo nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que arrancou hoje e vai durar até o dia 29.

Para a Unesco, a educação e cultura são “setores chaves” no processo de formação e sensibilização, pois “ainda há muita ignorância” sobre o tema no país.

Além da sociedade civil, Gomis sugeriu que os jornalistas devessem ser formados, de modo a que se familiarizem com o tema e saibam como abordá-lo.

Estima-se que haja 20.000 a 30.000 pessoas com albinismo em Moçambique, muitas com condições de saúde agravadas devido à falta de pigmentação na pele, olhos e cabelo, tornando-as mais claras.

O cancro da pele é uma das principais causas de morte entre pessoas com albinismo na África Subsaariana, estimando-se que muitas morram prematuramente entre os 30 e 40 anos.

Outras são vítimas de perseguições, violência e discriminação devido a mitos e superstições – especialmente quando são crianças -, colocando-as entre as que mais sofrem violações de direitos humanos.

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