O projecto, que está sobre a mesa há alguns anos, foi reiterado hoje pelo novo presidente da organização continental, Abdel Fathaa Al-Sisi, durante a abertura da Cimeira da União Africana, que termina amanhã na capital etíope.

Abdel Fathaa Al Sisi, que substitui Paul Kagame na presidência rotativa da organização, espera que o passaporte africano entre em vigor no próximo ano, para “facilitar a livre circulação de pessoas e estimular o crescimento económico da região”.

A comissão da União Africana apresentou na 32ª Cimeira de Chefes de Estado detalhes sobre a concepção, produção e emissão do documento, um projecto que, entretanto, colhe alguma divergência, tendo em conta a sua pertinência.

O Presidente egípcio anunciou a criação de um Centro-Pós-Conflito, a ser instalado no Cairo, para prevenção de crises.Abdel Fathaa Al-Sisi definiu como prioridades, durante o seu mandato, a promoção do emprego e oportunidades para a juventude, a luta contra o terrorismo, o combate às alterações climáticas, entre outras questões.

Relativamente às reformas impulsionadas pelo seu antecessor Paul Kagame, o presidente da União África sublinhou que “o processo vai continuar com a mesma determinação”, tendo solicitado o engajamento de todos os países membros da organização.

Este compromisso foi realçado por Paul Kagame, quando passava o testemunho ao seu sucessor. O Presidente do Rwanda entende que a materialização deste desiderato é um passo importante para a satisfação das aspirações dos africanos, para poderem estar à altura dos desafios de um mundo cada vez mais completivo.

Paul Kagame defendeu o reforço de sanções aos países que não honram os compromissos financeiros com a organização continental.Sobre a Zona de Livre Comercio, Kagame apelou aos signatários a ratificarem o documento.

O presidente da Microsoft, Bill Gate, um dos convidados especiais à esta Cimeira, destacou os avanços do continente e garantiu o apoio para os sectores da saúde, principalmente no fornecimento de vacinas.O Presidente da FIFA, Giano Infantino e o director-geral da OMS, Tedros Adhanom são também convidados ao evento.

A abertura da Cimeira foi antecedida da inauguração de uma estátua do imperador etíope Haile Selassie.A delegação angolana é chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e integra o secretario para as Relações Exteriores, Tete António e o embaixador na Etiópia e União Africana, Francisco da Cruz.

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