O Conselho de Paz e Segurança da União Africana “nota com preocupação o fim do mandato da Ecomib a 30 de setembro e a intenção dos países da CEDEAO que contribuem com militares de começar a retirar tropas, o que pode deteriorar a segurança no país”, refere o comunicado final da reunião daquele órgão da União Africana sobre a Guiné-Bissau realizada terça-feira e enviado hoje à imprensa.

Devido aquela preocupação, a União Africana apela à comunidade internacional para continuar a apoiar financeiramente a presença da Ecomib no país até que as forças de defesa e segurança estejam em condições de assegurar a totalidade das responsabilidades em matéria de segurança.

As forças da ECOMIB estão na Guiné-Bissau desde 2012 na sequência de um golpe de Estado militar e têm a missão de garantir a segurança e proteção aos titulares de órgãos de soberania guineenses.

A Ecomib foi autorizada a 26 de abril de 2012 pela CEDEAO.

O objetivo da força de interposição é promover a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau com base no direito internacional, na carta das Nações Unidas, do tratado da CEDEAO e no protocolo sobre prevenção de conflitos daquela organização.

A força de interposição tem tido problemas de financiamento para manter a sua presença e a União Africana tem feito apelos à comunidade internacional para manter o apoio financeiro às operações daquela força de interposição.

Desde 2015, a União Europeia já disponibilizou mais de 27 milhões de euros para apoiar a presença da Ecomib no país.

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