Adalberto da Costa Júnior referiu que um maior diálogo com outros partidos políticos visa “encontrar aquilo que melhor serve o país”.

“É muito mau que as instituições repitam os erros do passado, uma personagem bastante contestada, uma personagem que, de certeza absoluta, se pretendermos a edificação de um Estado democrático e de direito não seria escolhida”, disse o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

O político questionou, no discurso que fez na cerimónia de cumprimentos de novo ano, o que levou a nomear para presidente da CNE, uma “distinta e sensível instituição”, um cidadão “contestado e envolto em polémicas”.

“Este é um péssimo indício perante os desafios de credibilidade e transparência dos processos eleitorais. O interesse público foi sufocado pelos interesses privados e de grupo, obrigando a uma anulação do concurso em respeito ao Estado de direito que todos pretendemos edificar no país”, referiu Adalberto da Costa Júnior.

Manuel Pereira da Silva foi indicado, na quarta-feira, pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial como o novo presidente da CNE, substituindo André da Silva Neto, através de um concurso onde participaram mais três candidatos: Sebastião Diogo Jorge Bessa, Agostinho António Santos e Avelino Yululu.

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