O governante, que é também ministro das Finanças, falava a propósito da agenda de Reforma da Administração Pública que hoje esteve em discussão em sede do Conselho de Concertação Social.

“É muito importante esta reforma para o nosso futuro, para o futuro de Cabo Verde. Nós temos que ter uma máquina pública focada no serviço, motivada, qualificada e muito preparada para os novos desafios, mas também alinhada com aquilo que são os objetivos estratégicos do Governo e do país”, afirmou Olavo Correia, sem adiantar mais pormenores sobre o documento.

Para tal, disse, são necessários instrumentos de gestão de recursos humanos.

“Penso que nesta matéria deve haver um consenso entre todas as partes, um compromisso coletivo aqui nesta sede, para que as soluções adotadas possam ser perenes, possam perdurar e possamos ter uma administração pública ao serviço do país e não ao serviço das conjunturas, ou dos partidos políticos”, exortou, na mensagem divulgada durante a reunião.

O Conselho de Concertação Social é composto por representantes dos trabalhadores, das entidades patronais e do Estado e esta foi a última reunião de 2019, durante a qual o Governo apresentou e debateu com os parceiros sociais a agenda de reforma proposta para setores estruturantes, “com vista à alavancagem da economia nacional”.

Em cima da mesa estiveram ainda as propostas de reforma para impulsionar o setor do turismo, a reforma para melhorar o ambiente de negócios e uma proposta de alteração dos estatutos do Instituto Nacional da Previdência Social, entre outros assuntos.

Olavo Correia apontou igualmente que é necessário que “todos possam fazer parte” do processo, para que se possa “dar ao país um quadro diferente em termos de funcionamento” da administração pública.

Desde logo, enfatizou, é preciso avançar com a governação digital, para ter “o mínimo possível de intervenção humana na tramitação procedimental para tornar o processo mais eficiente, menos burocrático”.

“O digital representa uma grande oportunidade para Cabo Verde”, disse, reconhecendo que apesar de esse ser o “caminho”, ainda “vai levar algum tempo” para que se possa “lá chegar”.

O governante defendeu também a necessidade de “otimizar os processos administrativos — encurtar procedimentos, acelerar processos em termos de conclusão final”.

Para Olavo Correia, é igualmente necessário “melhorar os canais de serviço de atendimento” e ter “lideranças intermédias” nos serviços da administração pública.

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