A governante, que falava hoje, em Luanda, na cerimónia de encerramento da 1.ª fase da consulta pública para avaliar a implementação, nos últimos sete anos, da Lei Contra a Violência Doméstica, apontou a necessidade da sua revisão em face das atuais mudanças.

Segundo Vitória da Conceição, “após sete anos de execução e considerando as mudanças” na sociedade angolano, é preciso uma revisão deste diploma, refletindo, conjuntamente, para se “atestar a sua eficácia diante dos novos desafios”.

De acordo com a ministra, lutar contra este crime “é responsabilidade de todos, e é um imperativo para o desenvolvimento harmonioso da sociedade”.

Nos últimos meses, a sociedade civil angolana tem-se manifestado indignada com a crescente onda de crimes passionais e de violência doméstica, em que mulheres e crianças têm sido as principais vítimas.

“Este grande mal (violência doméstica) começa a constituir-se como um problema de saúde pública e deve ser combatido por todos os membros da sociedade, devemos engajar-nos todos nessa luta. Não cessemos”, exortou.

Concluída a primeira fase de consulta pública sobre a implementação da lei contra a violência doméstica, sete anos após a sua aprovação, a ministra da Ação Social, Família e Promoção da Mulher assegurou que, em 2019, o processo será alargado ao resto do país.

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