Num comunicado hoje divulgado, a embaixada refere que “continua a monitorizar permanentemente a preocupante situação junto das comunidades espalhadas pela África do Sul” sem ter até agora detetado casos que afetem cidadãos angolanos.

A representação diplomática aplaude “a pronta resposta das autoridades sul-africanas em assegurar a proteção das vítimas e responsabilizar criminalmente os autores da onda de afro-fobia”.

Por outro lado, rejeita os rumores que circulam nas redes sociais, segundo os quais o Presidente angolano, João Lourenço, estaria a orientar o repatriamento de angolanos e o encerramento da missão diplomática na África do Sul.

“A informação é falsa, descabida, tendenciosa e visa desacreditar as excelentes relações diplomáticas, de amizade e de cooperação”, existentes entre os dois países, lê-se no comunicado.

A embaixada apela às comunidades angolanas para que mantenham a calma e pede aos cidadãos que se encontrem ilegalmente naquele país para que “legitimem a sua condição junto das autoridades”.

Os últimos dados oficiais das autoridades sul-africanas indicam que 12 pessoas morreram vítimas de xenofobia naquele país, incluindo um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi divulgada.

A onda de violência que eclodiu a 1 de setembro contra estrangeiros na África do Sul afetou cerca de 500 moçambicanos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (Minec) de Moçambique.

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