As autoridades de Macau emitiram esta semana, com caráter de urgência, duas licenças industriais a duas fábricas farmacêuticas para produção de produtos de desinfeção, que desapareceram do mercado com o surto do novo coronavírus chinês.

Uma das fábricas já iniciou a produção de álcool desinfetante e gel de mãos desinfetante, produtos de prevenção que há mais de duas semanas não podem ser encontrados nas prateleiras das farmácias e dos supermercados.

Ao contrário do que sucedeu com a distribuição das máscaras, o Governo de Macau afirmou num primeiro momento que não poderia assegurar o fornecimento de produtos desinfetantes ao público em geral, uma vez que tinha de dar prioridade aos profissionais de saúde.

Hoje, em comunicado, as autoridades informaram também que a Nam Kwong União Comercial e Industrial, uma empresa de capitais chineses sediada em Macau, doou 3,4 toneladas de álcool desinfetante para “apoiar os trabalhos de prevenção e combate à epidemia no território”.

Uma doação que se soma às sete toneladas já angariadas recentemente pelo Governo de Macau.

Uma das primeiras medidas do Governo de Macau, para além de enviar milhares de funcionários públicos para casa, onde continuam a trabalhar, mas à distância, passou pelo racionamento de máscaras, após ter adquirido 20 milhões em países como Portugal e os Estados Unidos.

A compra deve ser feita em cerca de 50 farmácias convencionadas, com a população a ter de apresentar um documento de identificação, com direito a 10 máscaras, podendo fazer nova aquisição 10 dias depois.

Macau fechou também os casinos e anunciou o encerramento de espaços culturais e desportivos, parques, jardins e espaços de lazer, bem como de todo o tipo de negócios, o que praticamente está a paralisar a economia.

Todos os infetados em Macau podem receber alta em breve 

Entretanto, os nove infetados com o coronavírus em Macau poderão receber alta nos próximos dias, admitiram hoje em conferência de imprensa as autoridades de saúde do território.

Dos 10 casos confirmados desde o surto da epidemia, um já recebeu alta.

“[Para acontecer o mesmo aos restantes nove] são precisos mais testes, mas estamos otimistas”, sublinhou o coordenador dos serviços de urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário.

Chang Tam Fei indicou ainda que a procura pelos serviços de urgência diminuiu, de 400 a 500 casos diários, para os atuais 300, sendo que muito deles dizem respeito à gripe sazonal.

Nas últimas 24 horas, de acordo com os dados fornecidos pelas autoridades, foram realizados pouco mais de 100 testes no Laboratório de Saúde Pública.

Quase 600 casos suspeitos do novocoronavírus chinês deram negativo em Macau nas últimas duas semanas, mantendo-se em nove o atual número de infetados.

Dos 593 casos suspeitos, foram descartados 555. Vinte e oito pessoas que realizaram testes continuam a aguardar os resultados dos respetivos testes.

Uma das primeiras medidas do Governo de Macau, para além de enviar milhares de funcionários públicos para casa, onde continuam a trabalhar, mas à distância, passou pelo racionamento de máscaras, devido à sua escassez.

Macau fechou também os casinos e anunciou o encerramento de espaços culturais e desportivos, parques, jardins e espaços de lazer, bem como de todo o tipo de negócios, o que praticamente está a paralisar a economia.

As autoridades informaram hoje também, em conferência de imprensa, que 15 hotéis e pensões fecharam portas, um dia depois de terem elencado o encerramento de sete hotéis: Hotel Legend Palace, Rocks Hotel, Hotel Sofitel, The Four Seasons Hotel, Grand Harbour Hotel, St. Regis Macao e o Conrad Macao.

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